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segunda-feira, 22 de novembro de 2021

Morte Encefálica

 


Temos o prazer de convidá-los para um curso inovador na capacitação do diagnóstico da morte encefálica. Uma verdadeira imersão neste tema tão desafiador.

Planejado no conforto de uma sala de aula virtual, o curso oferece ferramentas para o aluno consolidar o material audio-visual da plataforma e tornar-se um formador de opinião.

Acesse o LINK, aplique o cupom da Black Week (neurohead) e torne-se um profissional diferente dos demais, um formador de opinião.

Vagas limitadas, garanta sua sala virtual !!!


quarta-feira, 6 de outubro de 2021

ABORDAGEM FAMILIAR APÓS CONCLUSÃO PROTOCOLO MORTE ENCEFÁLICA

Abordagem da família é momento delicado 

Para o neurocirurgião Gustavo Patriota, que é presidente da Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) do Hospital Universitário Lauro Wanderley, vinculado à Rede Ebserh/MEC, seja em hospital público, seja em unidade privada, o momento de levar uma informação negativa aos familiares é sempre delicado e exige abordagem específica para tratar sobre uma potencial doação de órgãos. “Sempre a comunicação de más notícias é um momento difícil. O profissional precisa ter a capacidade para entender o momento de conversar com a família e saber as palavras necessárias a serem utilizadas”, afirma Patriota. 

Ele explica que cerca de 80% dos familiares dão uma resposta negativa ao serem abordados sobre doação de órgãos. “Eles estão na fase do luto, da negação sobre o ocorrido. Quando há traumas súbitos, a família fica muito atordoada, e a chance do ‘não’ é muito grande. Já famílias que estão mais evoluídas do ponto de vista do conhecimento sobre morte encefálica, optam pelo ‘sim’, pela vida e por ajudar os próximos. Mas isso não acontece na maioria das vezes”, lamenta. 

Por isso, explica Gustavo Patriota, a abordagem dos profissionais de saúde precisa ser feita no momento adequado. “Quando a gente está fazendo assistência, não pode falar em morte encefálica. Falhas acontecem e inviabilizam o ‘sim’, muitas vezes, por conta de um profissional que faz a pergunta sobre doação de órgãos em um momento inadequado”. 

LINK

domingo, 5 de setembro de 2021

Morte Encefálica

 

Venho convidá-lo para o Curso de Morte Encefálica da plataforma de ensino NeurohEAD. 

Gostaríamos de tê-lo presente  no nosso curso e  compartilhar nossa experiência neste tema tão relevante.

Cupom: setembroverde


Este curso EAD é um trabalho que combina a teoria e a prática na determinação da morte encefálica visando capacitar os profissionais que atuam nessa área através de um embasamento detalhado. Utilizamos a ferramenta educacional 
“Aprendizado Baseado em Problemas” para abordar temas relacionados a morte encefálica expondo uma visão abrangente para resolução de conflitos e dilemas. 

*Certificado será emitido após a conclusão do curso.

**O curso poderá ser acessado por até três meses com possibilidade de interação na plataforma para retirada de dúvidas.

***Curso virtual com aplicações reais para o dia a dia dos profissionais que trabalham com pacientes graves no estado de coma.

****Gustavo Cartaxo Patriota MD M.Sc PhD 
Médico formado pela Universidade Federal da Paraíba UFPB 
Neurocirurgião formado pelo Hospital Servidor Público Estadual de São Paulo 
Pós Graduação em Neurointensivismo pelo Hospital Sírio Libanês 
Mestrado Em Ciências da Saúde pelo Instituto de Assistência ao Servidor Público de São Paulo 
Doutorado em Neurologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo 
Coordenador do Serviço de Neurocirurgia do Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena 
Membro do grupo de diagnóstico Morte Encefálica da Central de Transplante da Paraíba
Membro da Câmera Técnica em Neurocirurgia do Conselho Regional de Medicina da Paraíba
Representante Estadual da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia 

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Atualização Protocolo Morte Encefálica




Atualizações do Protocolo Morte Encefálica e sua aplicação institucional.

Local: Anfiteatro Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena.

Data e hora: 24.01.2018 ; `as 20h

Participem!!!

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Considerações pressóricas intracranianas na falência circulatória global encefálica

Considerações pressóricas intracranianas na falência circulatória global encefálica 

O caso descrito ilustra um paciente vítima TCE grave por queda de moto sem capacete admitido Glasgow 7T pupilas isocóricas e reativas evoluindo para protocolo de morte encefálica. Durante o protocolo morte encefálica, entre o primeiro e o segundo exame clínico, houve uma parada cardiorespiratória (PCR) prontamente assistida e monitorada. 

Nas figuras e vídeo observa-se o ritmo ventricular cardíaco com pouca variabilidade nos valores da pressão intracraniana, refletindo uma falência circulatória global do encéfalo. A redução da pressão de perfusão cerebral (PPC) em um primeiro momento mantém o fluxo sanguíneo cerebral (FSC) constante através do acionamento da cascata vasodilatadora, cujo êxito dá-se pelo aumento do volume sanguíneo encefálico (VSE). Em um segundo momento, a cascata vasodilatadora aumenta tanto o VSE que ocorre uma elevação da pressão intracraniana com  redução da PPC e do FSC o que levará ao colapso circulatório encefálico senão revertida prontamente.


Figura 1. Reanimação cardiorespiratória em paciente em protocolo morte encefálica.


Figura 2. Padrão pupilar midriático e fixo.


Figura 3. Sinais de hipertensão intracraniana na tomografia do crânio com desvio do septo pelúcido de 5,8 mm.


Video 1. Parada cardiorrespiratória com monitoração da pressão intracraniana.

A falência hemodinâmica cerebral com perda da autorregulação cerebral apresenta dois extremos:

- Primeiro,  perda da autorregulação cerebral com exaustão da cascata vasodilatadora, aumento do VSE  e  valores da pressão intracraniana elevados e variáveis com a oscilação da pressão arterial média. 

- Segundo,  perda da autorregulação cerebral com perda da capacidade vasoconstrictora, valores da pressão intracranianos elevados  e  variáveis com a oscilação da pressão arterial média. 

Neste paciente em protocolo de morte encefálica evidencia-se a perda da atividade autoregulatória cerebral com pouca variabilidade nos valores da pressão intracraniana, representando uma falência circulatória global com pressão de perfusão cerebral ausente.


segunda-feira, 16 de março de 2015

Morte Encefálica

Morte Encefálica



Local: Anfiteatro Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena
Data: 18.03.2015 `as 10h

Participem !!!

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Estado de Coma com funções do tronco cerebral preservadas: Síndrome Apálica

Estado de Coma com funções do tronco cerebral preservadas: Síndrome Apálica



FIGURA 01. Encefalopatia Anóxico Isquêmica grave com comprometimento cortical difuso bilateral e perda da diferenciação substância cinzenta e substância branca.

Estado de Coma refere-se a uma condição neurológica grave que é a ausência da consciência, ou seja a ausência do entendimento da percepção de si e do meio ambiente.

Os estados de coma neurológicos supratentoriais podem ter etiologia hemorrágica, isquêmica, neoplásica, infecciosa e/ou traumática. Neste tipo de coma, o comprometimento do tronco cerebral pode esta associado as herniações cranio-caudais e latero-laterais.

Em 1940, Kretschmer descreve uma síndrome neurológica associada a degeneração difusa do manto cortical que recobre o telencefalo (Pallium)  após episódios de anóxia e encefalite. Ingvar em 1978, divulga na  literatura médica o termo Síndrome Apálica para pacientes com ausência de função neocortical, porém com função de tronco cerebral preservada.

A denominação Síndrome Apálica  teve pouca utilizacão na literatura de língua Inglesa. A literatura Francesa sugere para os mesmos pacientes o termo Coma Vígil. Já  Jennet e Plum sugere o termo Estado Vegetativo Persistente. A vantagem da denominação  Síndrome Apálica é o diagnóstico topográfico já estabelecido. Pacientes cuja localização do coma são outros porém preserva o ciclo sono vigília a terminlogia Coma Vígil ou Estado vegetativo Persistente seriam mais abrangentes.

Em geral, estes pacientes são confundidos com pacientes em morte encefálica devido a gravidade neurológica em que se encontram, porém devido a preservação dos reflexos do tronco cerebral não preenchem os critérios do protocolo de morte encefálica estabelecido pelo conselho Federal de Medicina.

Referências:
1. Survival after severe cerebral anoxia with destruction of the cerebral cortex: the apallic syndrome. PUBMED

domingo, 14 de outubro de 2012

Reflexos Medulares na Morte Encefálica



Na legislação brasileira, define-se morte encefálica como um estado de coma aperceptivo, arreativo de causa determinada, cujo processo seja irreversível. O paciente não tem percepção de si nem do meio ao seu redor. Há ausência de reatividade supra-espinhal, ou seja, ausência de reflexos do tronco encefálico e ausência de padrões motores supra-espinhais ( postura de decorticação ou postura de descerebração).


Condições clínicas compatíveis com morte encefálica são ocasionalmente observadas e não devem ser interpretadas erroneamente como evidências de funções de tronco encefálico: movimentos espotâneos de membros, diferentes da flexão patológica ou da resposta extensora; pseudo-movimentos respiratórios (elevação e abdução dos ombros, arqueamento dorsal, expansão intercostal com volume corrente não significativo); sudorese, vermelhidão ou taquicardia; pressão arterial normal, sem suporte farmacológico ou aumento súbito da pressão arterial; presença de reflexos profundos, reflexos abdominais superficiais e da resposta em tríplice flexão; sinal de Babinski.


domingo, 25 de março de 2012

Manutenção Potencial Doador: recomendações órgãos específicas.





Diretrizes para manutenção de múltiplos órgãos no potencial doador adulto falecido. Parte III. Recomendações órgãos específicas


A morte encefálica induz várias alte­rações fisiopatológicas que podem causar lesões em rins, pulmões, coração e fígado. Portanto, a atuação do intensivista durante a manutenção do potencial doador fale­cido exige cuidados específicos com estes órgãos visando sua maior viabilidade para transplantes. O manejo hemodinâmico cuidadoso, os cuidados ventilatórios e de higiene brônquica minimizam a perda de rins e pulmões para o transplante. A avalia­ção da condição morfológica e funcional do coração auxilia na avaliação do poten­cial transplantável deste órgão. Por fim, a avaliação da função hepática, assim como o controle metabólico e a realização de sorologias virais são fundamentais para a orientação das equipes transplantadoras na seleção do órgão a ser doado e no cuidado com o receptor.”

terça-feira, 20 de março de 2012

Manutenção Potencial Doador: ventilação mecânica, controle endócrino metabólico e aspectos hematológicos e infecciosos.






Diretrizes para manutenção de múltiplos órgãos no potencial doador adulto falecido. Parte II. Ventilação mecânica, controle endócrino metabólico e aspectos hematológicos e infecciosos.


"A atuação do intensivista durante a manutenção do potencial doador falecido na busca da redução de perdas de doadores e do aumento da efetivação de transplantes não se restringe aos aspectos hemodinâmicos. O adequado controle endócrino-metabólico é essencial para a manutenção do aporte energético aos tecidos e do controle hidro-eletrolítico, favorecendo inclusive a estabilidade hemodinâmica. A abordagem das alterações hematológicas é igualmente importante considerando as implicações da prática transfusional inapropriada. Ressalta-se ainda o papel da ventilação protetora na modulação inflamatória e conseqüente aumento do aproveitamento de pulmões para transplante. Por fim, assinala-se a relevância da avaliação criteriosa das evidências de atividade infecciosa e da antibioticoterapia na busca do maior utilização de órgãos de potenciais doadores falecidos."

terça-feira, 13 de março de 2012

Manutenção Potencial Doador: Aspectos Gerais e Suporte Hemodinâmico





Diretrizes para manutenção de múltiplos órgãos no potencial doador adulto falecido. Parte I. Aspectos gerais e suporte hemodinâmico

“A desproporção entre a grande demanda por transplantes de órgãos e a baixa realização de transplantes é um grave problema de saúde pública. O reconhecimento da morte encefálica, a adequada abordagem da família e a manutenção clínica do doador falecido são fundamentais para a diminuição desta desproporção. Neste cenário, o intensivista tem importância central e a aplicação do conjunto de informações disponíveis para manutenção do potencial doador falecido está claramente associada à redução de perdas de doadores e ao aumento da qualidade e da efetivação de transplantes.”


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Particularidades no Diagóstico Morte Encefálica



Paciente com diagnóstico etiológico definido, sem fatores confundidores (hipotermia e ou substâncias depressoras do sistema nervoso central).

Pressão perfusão cerebral determinada pela PAM invasiva e PIC igual a zero.

Ao exame:

Pupilas médio e fixas
Reflexo oculocefálico ausente
Reflexo oculovestibular ausente
Reflexo corneopalpebral ausente
Reflexo tosse ausente
Padrão ventilatório determinado pelo ventilador mecânico

Mobilidade cervical desencadeia movimento de flexão dos antebraços.

Abrir protocolo ME ?