Monitoração da Pressão Intracraniana: conceitos
A monitoração da pressão intracraniana é amplamente utilizada no neurointensivismo em especial nos pacientes vítimas de traumatismo cranioencefálico. A interpretação da pressão intracraniana mediante um contexto fisiopatológico em evolução permite decidir intervenções, avaliar eficácia de tratamentos e avaliação prognóstica. Portanto, a acurácia na monitoração da pressão intracraniana (PIC) é imprescindível.
As diretrizes do "Brain Trauma Foundation" consideram o padrão ouro na monitoração da pressão intracraniana os cateteres ventriculares acoplados com fluído a um transdutor externo de pressão. Ao longo da monitoração os cateteres apresentam problemas de acurácia e "zero drift":
Acurácia é definida como o grau de correspondência entre a leitura do cateter e a referência "real" do cateter de PIC.
"Zero Drift" é a perda da acurácia ao longo da monitoração, problema relacionado aos cateteres intraparenquimais que não podem ser zerados durante a monitoração.
Uma recente revisão da literatura e metanálise evidencia que a média de erro entre as monitorações da pressão intracranianas simultâneas é pequena. Quando ocorre gradientes de pressão intracranianos devido a processos expansivos, estas medidas dependendo da localização dos cateteres podem apresentar diferenças devido a compartimentalização intracraniana.
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